A primeira vez que ouvi falar da 44 Toons foi quando ela nem tinha esse nome ainda – se chamava 44 Bico Largo – e nem fazia desenhos, mas sim jogos de computador, lá nos anos 90. Foram eles os responsáveis por Osmar, A Última Fatia de Pão um adventure game bem carismático que até hoje lembro com muito carinho. Ao ser apresentado à oportunidade de assistir ao primeiro longa-metragem desse mesmo pessoal, embarquei para ver o que ia sair dali.

Tento não entrar em muitos detalhes das histórias dos filmes que falo sobre pois, comumente, falar demais pode acabar estragando a experiência de quem for assistir. Em Capitão Fantástico, no entanto, o que está em jogo não é bem o que acontece, mas como acontece e quem protagoniza esses acontecimentos. Assim sendo, o sucesso do filme se dará em sua capacidade de atrair o interesse do espectador para aquele grupo de personagens e suas vidas. E nesse quesito, Capitão Fantástico dá uma aula de como fazê-lo.

Título Original: John Wick: Chapter 2 – Diretor: Chad Stahelski – País: EUA – Ano: 2017 Keanu Reeves está de volta ao papel de John Wick e, diferente do primeiro filme, dessa vez pude conferir no cinema essa que é uma das melhores séries de ação da atualidade (pode chamar de série agora, né?). Começando […]

Se a geração dos anos 80 (e até a dos 90) encontrava respaldo na filmografia de John Hughes (Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco, Gatinhas e Gatões), a geração atual ainda busca um cineasta para chamar de seu. Essa busca talvez chegue ao fim com Quase 18 da estreante Kelly Fremon Craig.

Desde que assisti a 47 Ronin (2013) eu peguei um certo desgosto pelo Keanu Reeves… não que ele tivesse se esforçando muito para fazer filmes bons. Talvez por isso eu nem me importei em assistir De Volta ao Jogo quando saiu no cinema e nem quando foi para home video/TV. Porém, quando anunciaram a continuação, me senti inclinado em ver qual era a do filme e acabei me interessando. Fui assistir e posso dizer que esse é, muito provavelmente, o melhor filme de Reeves desde Matrix Reloaded (2003).

The Sky Crawlers: Eternamente (2008) nos transporta para um mundo onde crianças com uma mutação genética que não as deixa envelhecer (os “kildren”) são as responsáveis por pilotar aviões de guerra e participarem de batalhas aéreas arriscando a vida pelas corporações que representam. É nesse mundo onde a guerra foi privatizada que conhecemos Kannami, um kildren que acaba de aterrisar na Area 262 e entra em sua rotina de piloto de guerra como se fosse um trabalho como outro qualquer. Com o decorrer dessa rotina, nós aprendemos mais sobre a situação dos kildren e especialmente o que aconteceu com o piloto que Kannami veio substituir e qual o envolvimento da Comandante Kusanagi nessa história.

Lembro de ter morrido de medo quando assisti a O Chamado (2002). O filme trouxe o terror a um elemento que fazia parte do meu dia a dia e do de muita gente, as fitas VHS. Lembro que quando alugava uma fita eu ficava com receio de colocar ela pra rodar por medo de me deparar com O vídeo. Coisa de moleque cagão, eu sei, mas será que hoje, 15 anos depois, com o VHS sendo visto como algo de um passado remoto, O Chamado 3 conseguirá ter um impacto parecido?

Vingança… sem dúvida o tema que rege toda a filmografia de Chan-wook Park. Não é a toa que fez uma trilogia toda em volta desse sentimento. Em seu mais novo longa, o diretor retoma o tema sem deixá-lo controlar toda a narrativa. Esse controle fica a cargo da trama, belamente narrada e intrincada, que é melhor aproveitada se formos para ela sem sabermos muito bem o que esperar.