Godzilla (1954) – [2017/30]

godzilla54

Título original: Gojira – Diretor: Ishiro Honda – País: Japão – Ano: 1954

Antes de assistir a Kong: Ilha da Caveira eu queria ver O FILME DE MONSTRO MAIS CLÁSSICO DE TODOS OS TEMPOS, o Godzilla original de 1954. Felizmente a Criterion lançou uma edição caprichadíssima do filme em blu-ray e foi por ela que tive o prazer de reassistir esse clássico.

Os testes nucleares feitos pelos Estados Unidos no mar do Japão logo após o fim da Segunda Guerra Mundial acabaram despertando uma criatura pré-histórica de mais de 50 metros de altura. A criatura está enfurecida e pronta para destruir tudo que vê pelo caminho.

Em um primeiro momento, pode-se ficar recesso para assistir esse filme já que ele foi feito há mais de 50 anos e a ideia de um cara vestido numa roupa de borracha pisoteando maquetes não parece das mais aterrorisantes. Apesar de parte disso ser verdade, o filme consegue não só ter não só um ritmo bem dinâmico para o seu tempo como também causar medo e terror devido à sua fotografia. Os jogos de luz e sombras que são usados nesse filme e as filmagens de baixo dão ao monstro uma aura extremamente ameaçadora e sua destruição parece mais real do que muitos filmes com CG de ponta. A cena da vila destruída após a passagem de Godzilla é arrasadora.

Mas não é só o visual que colabora com o terror, mas a história também. Imaginem um Japão no pós-Guerra. Um clima de desolação e com duas bombas nucleares os tendo atingido menos de uma década antes. É nesse contexto que surge Godzilla (o filme e o monstro). Só de imaginar como deve ter sido a recepção do público da época ao ver esse filme nos cinemas já me dá calafrios. Não só trata do problema nuclear, como o Godzilla é a materialização dos terrores que foram as bombas nucleares lançadas pelos EUA. Eles não só devastaram a moral japonesa como criaram um monstro para os aterrorizar no processo.

Se tiverem a oportunidade, assistam esse clássico. Ainda que por mais “tosco” que possa parecer aos olhos dos espectadores modernos, é bem provável que se surpreendam com sua qualidade e como ainda hoje, mais de cinquenta anos depois, ainda consegue causar terror naqueles que o assistem.

Nota: ★ ★ ★ ★ ☆

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