Kong: A Ilha da Caveira (2017) – [2017/28]

Título original: Kong: Skull Island – Diretor: Jordan Vogt-Roberts – País: EUA – Ano: 2017

A história do macaco gigante que vive tranquilo em uma ilha isolada no pacífico até que os humanos chegam para acabar com a sua paz deve ter sido uma das mais exploradas no cinema mundial. Começou em 1933 com King Kong e chega agora em 2017 com Kong: A Ilha da Caveira. No entanto, diferente do mais recente remake feito em 2005 por Peter Jackson, Jordan Vogt-Roberts decidiu trazer uma nova roupagem para Kong. Sai a década de 30, entra a Guerra do Vietnam. Sai uma equipe de cinema em busca de uma locação selvagem para seu novo filme e entra uma equipe de cientistas americanos com escolta militar explorando a última ilha não mapeada do pacífico antes que os russos o façam.

Bill Randa (John Goodman) é o cientista responsável pela expedição junto de Houston Brooks (Corey Hawkins). A dupla consegue financiamento do governo norte-americano para explorar a Ilha da Caveira, recentemente capturada em satélite e um dos últimos lugares do planeta ainda não explorados pela “civilização”. Eles entram em contato com Conrad (Tom Hiddleston), um agente “desgarrado” das Forças Especiais Britânicas com experiência em exploração para auxiliá-los. Como escolta militar, entra o esquadrão do Coronel Packard (Samuel L. Jackson), que se encontravam em retirada do Vietnã. Para completar a equipe, a fotógrafa “anti-guerra” Mason Weaver (Brie Larson) recebe um convite para documentar a missão. Ao chegarem na ilha e começarem seus “testes sísmicos” com bombas, a equipe é atacada por um macaco gigante que destrói todos os helicópteros e mata vários dos seus tripulantes. A equipe se divide. Uma parte fica com Conrad, rumo ao ponto de encontro do resgate, e outra fica com o Coronel Packard, que agora busca vingança e quer matar Kong.

Enquanto alguns poderiam argumentar que o elenco cheio de estrelas foi desperdiçado com personagens unidimensionais, eu digo que eles cumpriram muito bem o seu papel pois, em um filme de monstros, o grande destaque deveria ser o monstro e não os humanos. É nesse ponto que Kong: A Ilha da Caveira se destaca do recente Godzilla (2014). Aqui Kong é o personagem principal e o que mais se aproxima de ter um arco dramático. Nas cenas em que ele aparece, ele é o rei, é para isso que assistimos ao filme e é isso que o filme entrega. Nas demais cenas, o elenco faz um trabalho competente e até quebra um pouco com expectativas que temos para esses tipos de personagens. A começar por Mason não ser a dama indefesa, ou talvez Conrad usando mais a inteligência que os músculos para resolver os problemas que surgem, ou até mesmo o Coronel Packard sendo o mais próximo de um vilão que temos nesse filme ao tentar descontar sua raiva pelos EUA terem perdido a guerra do Vietnã em Kong.

E por falar em Vietnã, a ambientação nesse cenário foi uma excelente escolhe. Além de propiciar excelentes escolhas para a trilha sonora, o diretor decidiu abraçar de vez a estética de “guerra em uma ilha tropical ao por do sol”, gerando momentos belíssimos como a cena em que Kong aparece contra o sol e que estampa vários posters e até a imagem destacada desse texto (e que eu não pude deixar de fazer um poster com). Essa música e estética embalam cenas de ação muito bem executadas e empolgantes. O filme vai se tornando melhor e melhor e em momento algum apela para o melodrama exagerado, o que só quebraria com o ritmo emocionante que ele construiu.

Isso não quer dizer que o filme é isento de falhas. Existe sim uma leve barriga no meio do filme onde nada acontece, quando aparece o personagem do John C. Reilly e outros nativos da ilha (cuja importância é quase nenhuma para a trama). E embora o visual do Kong seja um dos mais legais que eu já vi, o resto da fauna local tem um visual pouco inspirado. Mas, ainda assim, Kong: A Ilha da Caveira é um filme de monstro como filmes de monstro devem ser. Focado no monstro, empolgante, visualmente deslumbrante e com cenas de ação de tirar o fôlego. Não vejo a hora de ver um novo filme do Godzilla seguindo essa linha e o já em planejamento King Kong vs Godzilla. A cena pós-créditos diz que estamos no caminho certo.

Nota: ★ ★ ★ ★ ☆

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