John Wick: Um Novo Dia Para Matar (2017) – [2017/016]

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Título Original: John Wick: Chapter 2 – Diretor: Chad Stahelski – País: EUA – Ano: 2017

Keanu Reeves está de volta ao papel de John Wick e, diferente do primeiro filme, dessa vez pude conferir no cinema essa que é uma das melhores séries de ação da atualidade (pode chamar de série agora, né?). Começando onde o primeiro filme largou, Wick é puxado de volta mais uma vez para o mundo dos assassinos profissionais quando um colega das antigas vem cobrar uma dívida após saber de seu “recente retorno”.

Trazendo tudo que o primeiro teve de bom, Chad Stahelski ainda expande o universo que criou como palco para seus personagens. Um mundo onde desde o mendigo da esquina até o papa podem ser assassinos sob chancela e regulamentação do respeitado Hotel Continental. Dessa vez, dá para perceber que o cineasta está mais solto em seu estilo. As cenas estão mais intensas, tanto em sua coreografia quanto em sua cinematografia. Há muito neon, muito contraste e, claro, muita bala.

O próprio John Wick também está mais intenso. Se seu retorno por vingança do filme anterior já não era do seu agrado, ser forçado por uma dívida a, mais uma vez, voltar à ação deixará muitas marcas. Tanto em seu futuro como em seu corpo pois, embora o personagem ainda tenha habilidades quase sobre-humanas, ele apanha, sangra, sofre. Wick não sai de um confronto ileso e isso só faz dar mais peso para o personagem e suas ações.

Recheado de referências, verbais e visuais, a outras obras cinematográficas, John Wick: Um Novo Dia Para Matar bebe mais é dos filmes de ação asiáticos, majoritariamente chineses. Filmes onde seu protagonista deixa que suas ações e seus golpes falem mais do que suas palavras. Basta um olhar, um sinal e os coadjuvantes entendem a mensagem e reagem a ela. Isso fica evidente como muitas das melhores cenas do filme praticamente não tem diálogos. Sejam as protagonizadas por Wick e Ares (Ruby Rose), a guarda-costa muda, literalmente, do principal alvo de Wick no filme, ou por Wick e Cassian (Common), seu ex-parceiro agora rival.

Um filme que entrega o que promete, que não fica fazendo firula, que age ao invés de ficar no bla bla bla. Um filme onde os personagens e o universo em que eles estão inseridos são bastante carismáticos. Um filme que não tenta ser “artístico”, mas que acaba fazendo arte através de punhos e balas. Um diretor que sabe o que está fazendo e o faz com maestria. Isso é John Wick: Um Novo Dia Para Matar. E se querem saber, o filme termina com aquele delicioso gostinho de “quero uma continuação pra ontem”.

Nota: ★ ★ ★ ★ ☆

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