Ave, César! (2016) — [2017/010]

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Título original: Hail, Caesar! — Diretores: Ethan Coen e Joel Coen — País: EUA — Ano: 2016

Os irmãos Joel e Ethan Coen tem um jeito bem particular de fazer comédia. Há aquela pegada de sátira, crítica e nonsense que acaba funcionando de uma maneira bem não convencional. Desde que assisti O Grande Lebowski (1998), embarquei na onda desse humor sacana, no melhor sentido da expressão, e cheguei a Ave, Cesar! esperançoso de ver mais um bom exemplo dele.

O filme roda em torno de Eddie Mannix (Josh Brolin), uma espécie de produtor que, na verdade, está ali para gerenciar o caos que é a feitura na Hollywood do pós-Guerra. Uma época em que o cinema americano estava investido em produzir filmes a toque de caixa, quase que em uma linha de produção. Tudo tinha que funcionar e Eddie estava ali para garantir que nada saísse dos eixos.

Embora a trama central seja o sumiço de Baird Whitlock (George Clooney), o grande astro de “Ave, Cesar!” o grande épico que é o Ben Hur (1959) daquele universo, a comédia se dá quando, no caminho para descobrir seu paradeiro, Eddie se envolve com várias outras tramas típicas do pitoresco universo hollywoodiano da época. Como a atriz que engravida e não sabe quem é o pai, o caipira que é colocado para estrelar um drama e não consegue nem acertar a pronúncia das palavras, a jornalista de fofoca que não vê a hora de descobrir o próximo furo, a “invasão” da televisão, a preocupação com a comunidade religiosa e, claro, a ameaça comunista.

Os irmãos Coen usam o cinema para falar sobre o cinema, para fazer uma verdadeira ode satírico-crítica às fundações do cinema americano. No decorrer do filme nós vemos a dupla brincar com diversos gêneros cinematográficos em seus “filmes dentro do filme” ao mesmo tempo que toca em temas que, por mais que sejam abordados de forma cômica, fazem o espectador pensar.

Com seu, proposital, elenco estelar — que além de Brolin e Clooney conta com Scarlett Johansson, Tilda Swinton, Channing Tatum, Frances McDormand, Ralph Fiennes, Christopher Lambert e mais — Ave, Cesar! se mostrou uma comédia bem divertida que, infelizmente, acaba sofrendo um pouco com problemas de ritmo causado por sua narrativa desfocada. Mas nada que tire a graça do filme, mesmo pra quem não é fã de Cinema, com “C” maiúsculo… embora se for, será um grande plus.

Nota: ★ ★ ★ ★ ☆

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