La La Land: Cantando Estações (2016) — [2017/006]

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Título original: La La Land — Diretor: Damien Chazelle — País: EUA — Ano: 2016

Eu SEMPRE gostei de musicais. Na verdade, nunca entendi a costumeira resistência que vejo em muitas pessoas quanto a essa forma de contar histórias. O argumento de que os personagens cantarem e dançarem ao mesmo tempo que os eventos acontecem nunca me incomodou e acho que nunca irá me incomodar. Mas dito isso, sei que é um gênero que, infelizmente, está morrendo. Tal qual o jazz, que é um dos elementos que servem como pano de fundo para essa história e que a conectam “espiritualmente” La La Land ao excelente Whiplash (2014), do mesmo diretor.

Porém, enquanto Whiplash chega dando um tapa na cara do espectador ao mostrar os sacrifícios que o “fazer arte” exige, La La Land decide por uma abordagem mais suave, mas não menos cruel em sua realidade. Em meio às suas cores super saturadas está a dura realidade dos que tentam a sorte no mundo do entretenimento, dos que passam a vida tentando “serem descobertos”.

É nesse contexto que aparecem Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling). Ela quer se tornar uma atriz famosa para poder, finalmente, largar seu trabalho de barista em uma cafeteria de Los Angeles; ele quer abrir o próprio clube de Jazz para não deixar o estilo cair no esquecimento. A vida faz com que eles se encontrem e dali surge um romance.

O que Damien Chazelle consegue realizar com esse filme é — além de uma bela homenagem a esse gênero que teve seu auge nas décadas de 30 e 40 — uma verdadeira aula de como usar a forma em favor da narrativa. Tudo começa lindo, colorido, brilhante e musical e com uso desmedido de cenas abertas e com poucos cortes. Essa beleza dura, no entanto, apenas enquanto o relacionamento entre Mia e Sebastian vai bem. Quando chegam as inevitáveis complicações, o próprio filme decide espaçar mais os números musicais, diminuir a saturação das cores e adota uma fotografia bem mais claustrofóbica.

Entrei nesse filme esperando ver músicas sensacionais e uma história “ok”, mas saí encantado com a história e apenas “ok” com as músicas. Para um fã de musicais isso talvez não seja um bom sinal, mas como sou fã de boas histórias acima de qualquer coisa, posso dizer que saí bem satisfeito. Atribuo muito disso à excelente química que existe entre Emma Stone e Ryan Gosling, que me envolveu profundamente na história de seus personagens. Para o bem e para o mal…

Nota: ★ ★ ★ ★ ☆

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