Mad Max: Estrada da Fúria (2015) — [2017/004]

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Título original: Mad Max: Fury Road — Diretor: George Miller — País: EUA/Austrália — Ano: 2015

WHAT A LOVELY DAY! Que filme, que filme!

Ok, após gastar um dos cinco parágrafos que tenho para falar desse filme com duas frases de efeito, vamos pisar um pouco no meio, desligar o nitro e pedir pro guitarrista no carro de som gigantesco dar uma parada nos solos. Mad Max: Estrada da Fúria continua um filmaço e eu fico muito feliz de tê-lo reassistido esse ano.

É um filme que te deixa na ponta da cadeira do começo ao fim. Suas longas cenas de ação te transportam para uma terra deserta, onde e água, gasolina e balas (de armas) são preciosíssimos e quem detêm o controle de sua produção é visto praticamente como uma divindade. Cenas essas que, embora bastante atuais nos seu efeitos visuais (muitos deles “de verdade”, sem serem em CG), contam com a experiência de George Miller para não cair nos clichês da cinematografia moderna. Miller não nos deixa confusos em suas cenas de ação. A câmera é sempre muito sóbria e eficiente. Permeia a ação e dá uma noção de espaço como poucos conseguem fazer.

Dou especial atenção a isso pois Mad Max: Estrada da Fúria é, em sua grande parte, uma grande cena de ação. Nós acompanhamos a Max (Tom Hardy) e Imperator Furiosa (interpretada magnificamente pela Charlize Theron) sendo perseguidos por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) após Furiosa ter se rebelado e fugido, levando consigo o harém particular de Joe. Um plot simples — simples demais, alguns diriam — mas que funcionou majestosamente bem como base de cenas ABSURDAMENTE SENSACIONAIS. Isso pra não falar da direção de arte do filme que está incrível e mereceu todos os prêmios que ganhou. Os responsáveis deram vida para aquele mundo e prestaram MUITA atenção nos detalhes. Dá pra perder horas vendo os detalhes nos carros e nas construções.

Mas o universo criado por Miller não é só rico no sentido visual. Embora sua história seja simples, há vários detalhes temáticos que dão uma maior profundidade àquele universo e tranformam Mad Mas: Estrada da Fúria no filmaço que ele é. Dá pra ver inúmeras críticas ao nosso mundo nas alegorias criadas por Miller. Desde Joe dominar seu povo por possuir controle sobre a (pouca) água que eles recebem, chamando o líquido de “Aqua Cola”; ou o fato dos seguidores de Joe o seguirem como se ele fosse uma divindade quando, no final das contas, ele é um velho todo ferrado e mortal como todos nós; há muito em Mad Max para se interpretar e “viajar na maionese”, no melhor sentido do termo. Liga o nitro no máximo, bota Mad Max pra rodar e curte a viagem com o som no máximo.

Nota: ★ ★ ★ ★ ★

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