SING: Quem Canta Seus Males Espanta (2016) — [2017/002]

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Título original: Sing— Diretor: Christophe Louerdelet & Garth Jennings — País: EUA — Ano: 2016

Buster Moon é o dono de um teatro à beira da falência. Embora ele fosse um apaixonado pelo teatro e seu pai tivesse trabalhado duro a vida inteira para lhe comprar aquele, Moon nunca conseguiu ter um show de sucesso. Como última chance de tentar salvar o teatro, e como não tem dinheiro para contratar artistas profissionais, ele decide organizar um show de talentos e dar o prêmio de $1.000 para o vencedor… isso se sua secretária não tivesse se atrapalhado e mudado esse valor para $100.000 fazendo uma enorme fila se formar em sua porta no dia seguinte.

Tenho que confessar: eu adoro esses programas de “show de talentos”, como o Britain’s Got Talent. Eu me deixo levar facilmente pela histórias dos participantes e quando eles entregam performances sensacionais eu sempre me emociono. Com Sing, inevitavelmente, eu acabei tendo uma experiência bem parecida. Uma das sequências de abertura do filme, mostrando como é a vida dos personagens que viriam a ser o elenco principal e sua relação com a música, já me deixou bastante empolgado com o que estava por vir. Ali estavam personagens em situações que não são nada originais, mas que, justamente por isso, são fáceis de se identificar com. Seja o cara grandalhão, filho de bandidos, que no fundo tem um coração mole e só quer ser cantor; seja a dona de casa que está frustrada com o dia a dia da vida de mãe e que vê uma oportunidade de chacoalhar as coisas com a competição; a garota tímida que é uma cantora excelente, mas que tem medo de subir no palco; etc…

Porém, é justamente essa facilidade de captarmos os personagens que fazem o segundo ato ser um pouco arrastado. É nele onde vemos a tentativa do Sr. Moon encobrir o fato de não ter o dinheiro para pagar o vencedor ao mesmo tempo que ele tenta, de alguma maneira, conseguir o dinheiro para tal. Acontece que até aquele momento o Sr. Moon é mostrado apenas como um aproveitador então todo esse ato não passa de um charlatão tentando encobrir suas cagadas e tirar uma grana de tudo isso enquanto os outros personagens enfrentam suas dificuldades para se manter no show.

Felizmente, no terceiro ato, quando todos estão trabalhando juntos para fazer o show acontecer, o filme se encontra e as performances em si acabam sendo muito legais de assistir. Porque é exatamente eles que importam. Bem naquela vibe de “gente como a gente” mandando muito bem no palco que fazem esses reality shows de talentos serem o sucesso que são. Confesso que senti falta de uma performance com o elenco todo junto, mas as individuais fazem mais sentido no tipo de espetáculo que eles estavam montando.

Acredito que muitos vão comparar esse filme com Zootopia (2016), e nesse ponto Sing sairá perdendo feio (até pelo uso magistral que o filme da Disney faz do fato do seu elenco ser composto por animais), mas isso não deve desanimá-lo pois o fator diversão (indiscutivelmente o foco do filme) ainda está bem alto. É um daqueles filmes que vale a pena assistir quando você quer abstrair do mundo e passar um tempo agradável vendo porcos cantantes. Acreditem, é mais legal do que parece. — Ah, e assistam LEGENDADO se puderem. Sério.

Nota: ★ ★ ★ ☆ ☆

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