Sicario: Terra de Ninguém (2015) — [2017/001]

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Título original: Sicario — Diretor: Denis Villenueve — País: EUA — Ano: 2015

Não há solução definitiva para o tráfico internacional de drogas. As vezes lutamos verdadeiras guerras para definir quem é menos pior no comando dos carteis. Sicario: Terra de Ninguém nos coloca em uma dessas guerras.

Uma agente do FBI é recrutada para participar, ao lado de um grupo de black ops, de uma operação de combate a um cartel de drogas mexicano que anda entrando em conflito com os interesses dos EUA. Através dela somos levados ao sub-mundo (que não é tão “sub” assim) do tráfico no México e é ela também a nossa bússola moral em meio a um rol de personagens que está disposto a mudar as regras para atingir seus objetivos.

O diretor Denis Villeneuve mais uma vez consegue mostrar todo seu domínio sobre a arte cinematográfica através do seu cuidado ao apresentar e trabalhar cada um dos seus personagens — dos principais aos mais secundários. Trazendo, com isso, mais humanidade para o filme enquanto muitos outros preferem apenas torná-los mais zeros na contagem de mortos quando tratam de temas similares. É nas cenas de ação que Villeneuve também brilha, empregando tensão e senso de urgência não por cortes frenéticos e câmeras chacoalhantes, mas, muitas vezes pelo silêncio e pela imobilidade.

Colabora, e muito, para a ambientação do filme a fotografia do mestre Roger Deakins que trás beleza a um mundo tão perturbado como o que o filme se propõe a retratar. Em diversos momentos eu me pegava apreciando a composição das cenas e o impacto das mesmas sobre a narrativa. Trata-se de um filme lindo, sem mais.

Entretanto o cenário que o filme pinta não é bonito. É triste vermos como muitas das batalhas travadas pelos “mocinhos” não tem resultado algum frente à situação catastrófica da qual somos reféns e que muitas de nossas guerras buscam colocar no poder quem vai incomodar menos. Mais triste ainda é perceber que embora o filme se passe na fronteira entre os EUA e o México, trata de uma realidade que, sufocantemente, não é muito distante da nossa.

Nota: ★ ★ ★ ★ ☆

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