Antes de assistir a Kong: Ilha da Caveira eu queria ver O FILME DE MONSTRO MAIS CLÁSSICO DE TODOS OS TEMPOS, o Godzilla original de 1954. Felizmente a Criterion lançou uma edição caprichadíssima do filme em blu-ray e foi por ela que tive o prazer de reassistir esse clássico.

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Martin Scorsese tem uma carreira deveras brilhante. Seus filmes conseguem ser bastante distintos e variados entre si, mas todos, inegavelmente, possuem uma qualidade e um cuidado que poucos conseguem manter durante tanto tempo. Mas isso não quer dizer que seus filme sejam perfeitos. Em Silêncio, ele mostra mais uma vez porque é um dos diretores mais aclamados de Hollywood, mas também reafirma algumas de suas dificuldades narrativas.

A história do macaco gigante que vive tranquilo em uma ilha isolada no pacífico até que os humanos chegam para acabar com a sua paz deve ter sido uma das mais exploradas no cinema mundial. Começou em 1933 com King Kong e chega agora em 2017 com Kong: A Ilha da Caveira. No entanto, diferente do mais recente remake feito em 2005 por Peter Jackson, Jordan Vogt-Roberts decidiu trazer uma nova roupagem para Kong. Sai a década de 30, entra a Guerra do Vietnam. Sai uma equipe de cinema em busca de uma locação selvagem para seu novo filme e entra uma equipe de cientistas americanos com escolta militar explorando a última ilha não mapeada do pacífico antes que os russos o façam.

Em um primeiro momento a ideia de uma versão live action de A Bela e a Fera não me caiu bem. Não estava confiante de que conseguiriam resgatar o espírito da animação original e a escalação de Emma Watson como Bela não me pareceu a mais acertada. Com o tempo, no entanto, o filme foi crescendo em mim juntamente com a vontade para assistí-lo. Parecia que tudo estava caminhando para um resultado que enterraria minhas impressões iniciais. E isso até aconteceu… mas não enterrou tão fundo quanto eu gostaria.

Hora de tirar alguns textos da pasta de rascunhos. Para isso, vamos a um apanhadão de alguns dos filmes que assisti para o Oscar 2017. A Qualquer Custo, Até o Último Home, Lion, Manchester a Beira-mar e Capacetes Brancos.

Enfim é chegada a derradeira aventura de Hugh Jackman como Wolverine, personagem que desde 1999 o ator interpreta com bastante carisma e paixão, o que fez fãs o adorarem até hoje, mesmo com alguns filmes de qualidade bastante duvidosa no currículo. Agora, em Logan, vemos um herói em decadência. O nome “wolverine” é coisa do passado, coisa de gibi, e hoje quando alguém o chama assim é como se Logan fosse acertado por flechas certeiras em seu coração. E esse coração já passou por muita coisa. Seu fator de cura o fez viver por muito tempo, conhecer muita gente, matar muita gente e sofrer por muita gente. No ano de 2029, seu fator de cura já não é mais o mesmo, o envenenamento por adamantium e todas as experiências traumatizantes pelo qual ele passou em sua vida deixaram marcas profundas em seu corpo e sua mente. Olhos permanentemente avermelhados, manco, garras que travam, feridas que não se fecham.

Adaptações teatrais tendem a ser uma faca de dois gumes. Quando abraçam demais a nova mídia, acabam exagerando a “ação” e deixando a dinâmica do roteiro e dos diálogos de lado, descaracterizando o original. Porém, há também a possibilidade de se aterem demais ao status de teatro e esquecerem que estão em uma nova mídia, com um timming e dinâmica bem diferente. Um Limite Entre Nós se encaixa no segundo caso, mas graças a solidez de seus diálogos e às ótimas interpretações do elenco faz com que nós esqueçamos desse “problema”.

Há quem diga que todos têm oportunidade de ser o que quiserem. Apesar disso soar muito bonito, na prática o que acontecerá com as nossas vidas depende muito mais do meio em que nós estamos inseridos e das pessoas com quem convivrmos do que de nós mesmos. Moonlight tem essa questão, mas também muito mais, materializada na figura do seu protagonista, Chiron.